25/03/2010

Nestlé, dê um tempo para as florestas‏

Há uma semana, o Greenpeace tem deixado a Nestlé de cabelo em pé. Tudo começou com um vídeo-denúncia exigindo que a Nestlé pare de usar óleo de dendê de empresas que destroem as florestas tropicais da Indonésia - atingindo as comunidades locais e os oragotangos nativos. De lá para cá, graças às trapalhadas da empresa para encobrir os fatos, ciberativistas de todo o mundo deram um show de bola com inúmeros protestos on-line.

Dê só uma olhada:

* A Nestlé pediu para que o YouTube tirasse nosso vídeo da web, mas, como muita gente já tinha repostado, ele começou a pipocar em diversas contas ficou impossível eliminá-lo do ar.
Até agora, mais de 600 mil pessoas já assistiram ao vídeo.

* Os usuários do Facebook visitaram a página da Nestlé para perguntar se a empresa iria parar de comprar de fornecedores que desmatam para plantar dendê e receberam respostas mal-educadas. Apesar da tentativa da Nestlé de abafar o caso, inúmeros sites e blogs deram a notícia.

* Mais de 100 mil pessoas em todo o mundo enviaram ao presidente da Nestlé na Suíça, Paul Bulcke, uma carta apontando os problemas e pedindo soluções.

As ações de cada um de vocês têm um grande impacto na decisão da Nestlé. Se você não participou, ainda dá tempo. Envie um e-mail exigindo que a empresa pare de usar óleo de dendê produzido às custas da destruição das florestas. Depois não se esqueça de compartilhar nosso vídeo com seus amigos.

Obrigado pelo seu apoio,
Greenpeace

15/03/2010

Lei de n° 3.359 de 07/01/02 - Depósitos Antecipados

Pois é, coisa boa ninguém divulga...
Foi publicado no DIÁRIO OFICIAL em 09/01/02, a lei de n° 3.359 de 07/01/02, que dispõe:

Art.1° - Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internação de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.
Art 2° - Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pela internação.
Art 3° - Ficam os hospitais da rede privada obrigados a dar possibilidade de acesso aos usuários e a afixarem em local visível a presente lei.
Art 4° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Vejam que a lei entrou em vigor em 2002 e praticamente ninguém tem conhecimento dela!
Divulguem se puderem, pois atualmente não dá pra contar com a saúde pública, o jeito é, pra quem pode, apelar para hospitais particulares e eles metem a faca mesmo! Então sabendo dos nosso direitos fica mais difícil deles nos fazerem de idiotas [leia-se: mais difícil, não impossível].

20/02/2010

Medicina da UFrgs ensina sem usar animais‏

Passados dois anos desde que o sacrifício de animais foi abolido no curso, professores e alunos estão muito satisfeitos. Conflito ético foi o principal motivo para a troca por modelos artificiais nas aulas práticas.
Por Ulisses A. Nenê
O caozinho é trazido do canil e chega faceiro; caminha até o grupo de alunos de medicina e lambe as pernas de um deles. O clima na sala fica pesado e ninguém quer anestesiar e cortar o bichinho. Alguns estudantes, constrangidos, ameaçam ir embora. Cenas como esta ou parecidas aconteceram por diversas vezes, nos muitos anos em que animais foram usados nas aulas práticas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Famed/Ufrgs).
Era assim, anestesiando, cortando e costurando animais vivos (vivissecação), depois sacrificados, que os futuros médicos aprendiam as técnicas operatórias e outros conteúdos. Mas isto mudou em abril de 2007, quando a Famed tornou-se a primeira faculdade de medicina do Brasil a abolir totalmente o uso de animais no ensino de graduação, no que foi seguida logo depois pela Faculdade de Medicina do ABC (SP).
Não estamos falando de uma instituição qualquer: fundada há 111 anos, a Famed é considerada a melhor faculdade de medicina do país, tendo conquistado o primeiro lugar no Exame Nacional de Desempenho Estudantil de 2008 (Enade). O conflito ético foi o principal motivo para que o curso abandonasse a vivissecação, adotando o emprego de modelos anatômicos artificiais que imitam órgãos e tecidos humanos.
Aprovação dos alunos
Passados dois anos, a medida tem a total aprovação de alunos e professores, que garantem não haver nenhum prejuízo para o aprendizado médico. Aluna do quarto semestre, Sabrina de Noronha, 22 anos, diz que sequer pensava que pudesse haver a utilização de animais quando ingressou na medicina. Ela já cursou disciplinas importantes, como fisiologia, anatomia, bioquímica, histologia, onde aconteciam aulas práticas com vivissecação, e não precisou passar por esta experiência.
As aulas de anatomia, por exemplo, só utilizam cadáveres humanos. “Não tivemos contato com animais em nenhum momento. Fiquei sabendo há pouco tempo que outras faculdades usam animais e achei isso horrível; a faculdade existe para formar profissionais que vão ajudar pessoas e para isso não precisamos maltratar outros seres, não seria ético; a gente tem tanto direito à vida quanto eles (animais), não vejo diferença”, diz a aluna.
Sua colega Bárbara Kipp, 22 anos, coordenadora-geral do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Ufrgs concorda. Segundo ela, há outros métodos já bem desenvolvidos para se aprender as técnicas médicas sem precisar recorrer à vivissecação dos cães, coelhos e outros bichos. “Nunca usei animais no curso e estou aprendendo muito bem; não me sentiria à vontade se isso acontecesse e também não vejo ninguém, nenhum colega, sentindo falta”, afirma Bárbara.
“Abolimos o uso de animais porque hoje não se precisa mais disso”, destaca o diretor da Famed, o médico endocrinologista Mauro Antônio Czepielewski. Não faltaram razões, pois havia alunos que não concordavam com o sacrifício dos cães e outros bichos nas aulas. Além da questão ética, a pressão das entidades protetoras dos animais era cada vez maior, conta o diretor.
Também estava cada vez mais difícil conseguir os animais para servirem de cobaias, havendo ainda o problema de alojá-los e depois descartá-los, após serem sacrificados. Por isso, este procedimento vinha diminuindo ano á ano e quando foi abolido, em 2007, cerca de cinco ou seis animais ainda eram retalhados por semana nas mesas de cirurgia do curso.

Modelos artificiais
A mudança foi bastante discutida, e resultou na implantação de um Laboratório de Técnica Operatória, que funciona apenas com réplicas artificiais das partes do corpo humano, explica o diretor. O projeto todo, com reforma de instalações e aquisição dos modelos, importados, custou cerca de R$ 300 mil, com recursos da própria Ufrgs, Famed, Hospital de Clínicas (o hospital universitário) e Promed, um programa do Ministério da Saúde que incentiva mudanças nos currículos dos cursos de medicina. [
olha]

O médico Geraldo Sidiomar Duarte, que deixou o cargo de diretor do Departamento de Cirurgia no início do mês, foi o responsável pela implantação do moderno laboratório. “Era uma deficiência grave do curso (a técnica operatória), tínhamos problemas para obter o animal, onde deixá-los, os cuidados pós-operatórios e o Ministério Público e as entidades protetoras vinham se manifestando, havia muitas objeções que criaram um conjunto de dificuldades”, relata.
O trabalho era considerado insalubre e aconteciam muitos acidentes biológicos (quando alunos se cortam acidentalmente), com risco de infecção pelo sangue dos animais. Agora, o local é totalmente asséptico, não se vê uma gota de sangue no espaço de 120 metros quadrados. Duarte mostra uma peça sintética que imita perfeitamente a pele humana, inclusive na textura, onde os alunos podem fazer e refazer várias vezes cortes superficiais ou profundos, costuras e pontos. E os acidentes não acontecem mais, o risco é zero, acrescenta.
Outra peça imita um intestino, a ser costurado. Numa mesa ao lado, um tórax artificial permite o treino de punções em vasos profundos, como uma imitação da veia jugular cuja pulsação é possível sentir ao toque. Membros sintéticos apresentam ferimentos diversos a serem tratados cirurgicamente. O que parece ser apenas uma pequena caixa, com uma cobertura da cor da pele, representa a cavidade abdominal para a prática de cirurgia.
O médico e professor mostra catálogos com uma infinidade de órgãos artificiais que podem ser adquiridos: “Há modelos artificiais para todos os tipos de treinamento, pode-se montar um laboratório gigantesco com eles”, diz Duarte. “Estamos muito satisfeitos, e os alunos muito mais”, completa.
“Isso qualificou enormemente os alunos”, reforça Mauro Czepielewski, o diretor do curso. Ele acredita que esta é uma tendência irreversível e que o emprego de modelos artificiais acabará chegando a todas as faculdades de medicina, em substituição aos animais. Diversos cursos, do Rio Grande do Sul e de outros estados, já pediram informações sobre o laboratório da Famed. “A consciência do não-uso de animais é importante para fortalecer uma visão de valorização da vida”, afirma.
O diretor apenas considera muito difícil substituir animais na área de pesquisa, na pós-graduação. Mas garante que os procedimentos, neste caso, seguem rigorosos requisitos do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, com uso controlado e número limitado dos animais que servem de cobaias.
Objeção de consciência
O debate ético sobre vivissecação ganhou impulso no Estado a partir da atitude de um aluno do curso de Biologia, Róber Bachinski, que ingressou na justiça, em 2007, para ser dispensado das aulas que sacrificam animais, alegando objeção de consciência. Chegou a ganhar uma liminar, mas ela foi cassada, mediante recurso da Ufrgs, e o caso segue tramitando no Judiciário.
Segundo ele, a abolição do uso de animais na Famed reflete uma tendência mundial: “Ao abolir o uso de animais a Famed mais uma vez demonstra a sua qualidade no ensino e o seu avanço ético e metodológico. Espero que outras universidades e cursos também sigam esse modelo e que esses métodos de ensino sejam divulgados”.
Bachinski diz ainda que a abolição do uso de animais em disciplinas da medicina comprova que é possível a sua abolição em outros cursos com disciplinas equivalentes, como na farmácia, educação física, psicologia, enfermagem, biologia, veterinária. Na opinião do estudante, um novo paradigma educacional precisa ser criado, levando em conta não apenas o bem estar da sociedade e do aluno, mas também o respeito aos direitos básicos dos outros animais.
Passados dois anos desde que o sacrifício de animais foi abolido no curso, professores e alunos estão muito satisfeitos. Conflito ético foi o principal motivo para a troca por modelos artificiais nas aulas práticas.
Fonte: e-mail do Daniel

13/02/2010

CAVADORES DE TÚNEIS EM GAZA SÃO A RESISTÊNCIA‏

"Ali está a verdadeira resistência. São os pulmões com os quais Gaza respira. Sim, pelos túneis também passam rojões Qassam, munição e fuzis Kalashnikov, explosivos. Mas a principal carga que os cavadores e mercadores de túneis de Gaza transportam é o próprio sangue que mantém vivo esse pequeno e sitiado pseudo Estado islâmico". Por Robert Fisk, no jornal britânico The Independent.

Ali está a verdadeira resistência. São os pulmões com os quais Gaza respira. Sim, pelos túneis também passam rojões Qassam, munição e fuzis Kalashnikov, explosivos. Mas a principal carga que os cavadores e mercadores de túneis de Gaza transportam é o próprio sangue que mantém vivo esse pequeno e sitiado pseudo Estado islâmico: laranjas, carne fresca, chocolate, camisas, calças, brinquedos, cigarros, vestidos de noivas, cadernos, papel, motocicletas, inteiras e em partes, motores para automóveis e peças e partes, baterias para carros, até tampas plásticas para garrafas.

Os cavadores de túneis de Gaza são bombardeados pelos aviões israelenses e morrem dentro dos próprios túneis – e, agora, estão tendo de enfrentar uma nova muralha, dessa vez egípcia, e o risco de morrerem afogados se os túneis forem inundados. Talvez sejam vistos como terroristas por muitos israelenses – o uso promíscuo dessa palavra já a tornou absolutamente vazia, sem significado algum –, mas são os heróis do povo palestino de Gaza. Alguns, sim, talvez estejam enriquecendo.

Mas hoje, o que mais preocupa Abdul-Halim al-Mohsen são os egípcios. Senta-se junto ao fogo perto da entrada de seu túnel e estica as mãos para as chamas, respirando a fumaça grossa e azulada, com uma enorme tenda sobre a cabeça, ele e seus companheiros escavadores de túneis convertidos em imagens de Rembrandt, meio rosto amarelado, meio rosto que não se vê, pulôveres grossos, chamas altas, o gerador roncando ao lado.

“Claro que tenho medo da muralha egípcia. Vão jogar água nos túneis. Como conseguiremos derrotar isso? Podemos morrer afogados a qualquer momento”. E estica as palmas das mãos abertas na minha direção, no gesto já familiar de “e o que poderemos fazer?” de tantos palestinos –, mas a voz não parece assustada.

Parece pensar em voz alta, à procura de alguma nova ideia. Os túneis que cruzam a fronteira Gaza-Egito são negócio, jogo para profissionais. As bombas israelenses são tratadas como desafio, não como problema. Numa das prateleiras há uma estrada-de-ferro e quatro vagões em miniatura. O dinheiro faz rolar todas as engrenagens.

Fieis ao que se comprometeram a fazer nos tratados com Israel e o ‘Quarteto” (de onde advém a fama imorredoura de Lord Blair de Kut al-Amara), os egípcios anunciaram mês passado que construirão uma muralha – muros e muralhas e cercas são moeda corrente na Oriente Médio nos últimos tempos, de Cabul e Bagdá à Cisjordânia – entre o sul mais pobre da Faixa de Gaza palestina e o Egito, para quebrar e fechar de vez os túneis “terroristas”.

ONGs estrangeiras em Gaza desmentem a notícia; para muitos seria mais uma cortina de fumaça mediante a qual os egípcios tentam agradar os israelenses – que é o mesmo que dizer “agradar os EUA”. Outros dizem que a muralha egípcia chegará a apenas 5m de profundidade, próxima, mas ainda distante da profundidade em que correm os túneis. Talvez seja do interesse de alguns divulgar a perspectiva mais pessimista. Mas Al-Mohsen pareceu-me sinceramente preocupado com a iniciativa dos egípcios.

“Se inundarem nosso túnel, o perigo aumenta”, diz ele. “Demoramos uma hora para sair do túnel, andando com mãos e joelhos. Quanto os israelenses bombardeiam, saímos para o lado egípcio – porque os israelenses não bombardeiam a saída em território egípcio. – Mas se o Egito realmente construir o muro, e houver bombardeio, ficaremos presos no túnel. Se o túnel desmoronar, estamos mortos.”

Não sei se é bem assim, sobretudo porque Abu Wadieh convida-nos a olhar a entrada cavernosa que se abre no chão, num canto distante sob a tenda onde estamos. Não é um buraco comum, mas um túnel vertical de sólidas paredes de tijolos e cimento, uma abertura de meio metro de largura e 2m de profundidade – que mergulha para uma plataforma mais funda, onde mal consigo ver os braços que penduram sacos de frutas num grande gancho de aço – dali em diante, o túnel avança cerca de 1 km.

Um homem que opera uma roldana movida por um gerador, que puxa para a superfície as mercadorias ensacadas. E outro homem, na borda do túnel espera que cada saco balance em sua direção e o recebe literalmente, nos braços. Todos esses homens conhecem precisamente o seu trabalho e entendem o que fazem. Todos, é claro, declaram-se desinteressados em questões políticas. Por aquele túnel não passa, nunca passou, jamais passará qualquer tipo de arma. Ah, sei, sei.

Um caminhão estacionou na entrada da tenda e há um esquadrão de homens para empilhar e embarcar sacos e caixas de frutas, legumes e móveis e garrafas de Coca-Cola egípcia. Pergunto a al-Mohsen – ele jura que ganhará a vida como engenheiro quando a paz chegar (e engasga) – de onde lhe veio a ideia de construir túneis. Disse que viu fotos e túneis, que há muitos anos assistiu a um filme no qual prisioneiros – britânicos – escaparam por um túnel, de um campo alemão.

Também assisti, The Great Escape! [port. “Fugindo do Inferno”, 1963], Richard Attenborough e James Garner e Steve McQueen e o vagão pelos trilhos que os leva para fora da sua Stalag. Assim se explica a qualidade profissional do túnel e os trilhos subterrâneos. E tomo o cuidado de não lembrar a al-Mohsen o que aconteceu a Attenborough.

Mas aqui o negócio é sério. As ONGs estimam que o Hamás reserva para si 15% dos lucros do comércio dos túneis, o que garante a essa augusta instituição – desprezada por Israel, EUA e Europa porque cometeu a afronta de vencer eleições limpas na Palestina em 2006 – uma renda tranquila de 350 milhões de dólares por ano.

E assim acontece que, enquanto o mundo condena Gana e seus 1,5 milhão de almas a padecer a mais horrenda miséria e – em alguns casos – a fome, o Hamás encontrou meios para obter cimento, materiais de construção, aço e armas que seu suficiente sistema de obter dinheiro possa comprar.

Enquanto os EUA desavergonhadamente e impiedosamente admitem que Israel prive os civis palestinos do cimento indispensável para reconstruir as casas que foram destruídas no massacre de Gaza chamado “Operação Cast Lead”, do ano passado – porque o Hamás poderia usar o cimento para construir bunkers –, o próprio Hamás já encontrou meios para obter cimento suficiente para construir uma cidade inteira de bunkers ou várias esquadrões de mesquitas, e, isso, para não falar dos prédios que já construiu diante dos soldados israelenses, em Erez.


Em outras palavras, os túneis mantém ativo o Hamás e mantêm viva a população de Gaza. Os palestinos mais pobres, é claro, dependem da ONU para comer. Os túneis são não apenas as veias abertas que correm entre Gaza e o Egito, mas um monumento à hipocrisia internacional.

Abu Wadieh, que contrata os 35 homens que trabalham dentro e fora do túnel de al-Mohsen, permanece ao lado do fogo, o kuffiah enrolado no rosto, cabeça e pescoço, como um helmo, esfregando as mãos para aquecê-las, contra o vento frio que entra na barraca, depois que parte o caminhão já carregado, rumo à cidade de Gaza.

“Receio que os homens partam, caso haja outra guerra”, diz ele. “E são importantes. São especialistas. Conhecem muito bem o trabalho.”

Apenas 100 metros adiante, o perfil de uma máquina perfuratriz egípcia ergue-se contra o horizonte, junto a um primeiro trecho de uma muralha cinzenta. Por trás dela, tremula o amarelo de uma bandeira egípcia, no topo de uma torre de vigia onde soldados árabes observam. Estão ali para impedir que nenhum de seus irmãos árabes palestinos escape ao sítio e bloqueio que fazem de Gaza um poço de miséria.

Fonte: Vi o Mundo

09/02/2010

GLOBALIZEMOS NOSSAS LUTAS!

"Pois outro mundo é possível"

A globalização é o atual processo em que o capitalismo se encontra, é uma pseudo evolução do Neoliberalismo, conseqüente do final da guerra fria e hegemonia dos EUA. É por meio deste processo que a cultura regional é substituída por uma cultura artificial, que existe em todos os países, mas não representa ninguém.
O único que prega é o consumo e a conseqüente alienação.
Nesse contexto, America latina é o “laboratório” de muitas teses políticas e econômicas impostas pelos EUA: o plano Colômbia e a “segurança democrática” do presidente Colombiano Uribe é a maior expressão da política bélica e "anti-terrorista". A ALCA ou TLC é a implantação econômica dessa globalização, onde a America latina volta a ser colônia, mas a metrópole desta vez serão as multinacionais (outro exemplo da globalização), regulada pela “Mão Invisível” do mercado.
Para fazer resistência e o mais importante, construir uma alternativa é necessário a união de todos os que fazem parte da luta pela justiça. Pratiquemos o Internacionalismo, mas não por meio dos estados e governos, mas pelos movimentos e assembléias sociais, de base e democráticos.



Reconheçamos nossas diferentes culturas, aprendamos nossos idiomas e identifiquemos nossos pontos em comum, aprendamos com os erros e acertos dos demais movimentos e agrupamentos. Desconheçamos essas linhas imaginarias que chamamos fronteiras e globalizemos nossas lutas.
Aceitemos que a globalização é o atual processo histórico, mas o usemo-lo a nosso favor. A internet tem um grande valor, graças a ela você lê o que escrevo, graças a ele eu sei o que acontece na Colômbia, no Brasil, na África, Ásia, Europa e até mesmo na cidade onde moro. Mídia independente (rádios, revistas, panfletos e sites), blogs, o Orkut, todos os recursos que temos podemos usá-los a nosso favor. A facilidade de locomoção foi essencial para momentos como as mobilizações dos dias de Ação Global dos Povos (AGP).
A AGP é um exemplo dessa globalização da luta, que por meio da mídia independente tem organizado mobilizações em todo o mundo contra instituições como o Banco Mundial, FMI, OMC, e G8. Em 1999, 100 mil pessoas vindas de todos os cantos do mundo: Índios do amazonas, operários japoneses, sindicatos espanhóis, camponeses franceses, médicos sem fronteiras, anarquistas, ecologistas, hackers entre outros muitos foram capazes de boicotar a reunião da Organização Mundial de Comercio (OMC) e após isso varias reuniões massivas tem acontecido onde essas entidades se reúnem.
(Boicot em Seattle)

Os levantes populares em Chiapas (FZLN) e Oxaca (Assembléia popular dos povos) no México, os Mapuches, estudantes e mineradores no Chile, Piqueteros na argentina, movimentos indígenas equatorianos, os sem terra brasileiros, os camponeses colombianos, o movimento cocalero na Bolívia, a Ação Global dos Povos (AGP), entre outros muitos movimentos que estão mudando a sua realidade local, desafiando a marginalização do estado globalizado e as injustiças promovidas por ele.
Preocupemo-nos com as guerras civis africanas, a escravidão na Ásia, os milhares de imigrantes que são forçados a entrar na ilegalidade ou são expulsos, à caça as baleias no mar do japão, o efeito estufa no mundo todo, a violenta repressão no recente protesto na Itália contra o G8, a censura que os jornalistas estão sofrendo na China a poucos dias de começar as olimpíadas. Em resumo: preocupemo-nos com cada uma das injustiças deste mundo.

Assumamos que cada violação dos direitos humanos é uma violação contra cada um de nós, cada cidadão condenado a morte é cada um de nos condenado à morte. O outro sou eu e eu sou o outro, por isso apoiemo-nos e lutemos pelo outro. Pois a minha liberdade se potencializa com a liberdade do outro.

“Temos a tarefa de construir um movimento global que substitua o controle financeiro e industrial, criando uma nova economia com base na justiça, um meio ambiente saudável, um respeito aos direitos humanos e antes de tudo a Liberdade” –ativista em Seattle ’99, no Dia de Ação Global dos Povos
Fonte: e-mail do Daniel

CASA DE CULTURA PROJETO GENTE (IPECIC)


Fonte: e-mail de casadeculturaprojetogente@yahoo.com.br

Presidente da Câmara propõe redução da jornada para 42 horas

O presidente da Câmara, Michel Temer, propôs nesta terça-feira a líderes de sindicatos de trabalhadores a redução da carga horária de 44 para 42 horas semanais. A proposta a ser levada ao Plenário prevê uma redução gradativa de uma hora em 2011 e outra em 2012. Se aceita, será incluída na PEC 231/95, que define uma carga de 40 horas. Depois, o tema voltará a ser debatido no Congresso Nacional.

Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), as centrais sindicais vão levar a proposta às bases para obter a opinião da maioria. Ele ainda informou que a proposta de Temer não trata do aumento das horas extras, mas prevê uma negociação com o governo para haver compensação fiscal ao empresariado.

O deputado acrescentou que Temer espera voltar a conversar com os sindicatos dos trabalhadores logo após o Carnaval e, caso concordem com sua proposta, vai procurar os líderes partidários para, em seguida, colocar o projeto em votação no Plenário.

As centrais sindicais fizeram hoje mais uma manifestação na Câmara para pressionar os parlamentares a votar a PEC 231/95. Os trabalhadores pressionam os deputados para que a matéria seja votada ainda no primeiro semestre.

O presidente da CUT, Artur Henrique, enfatizou que essa compensação fiscal não está em pauta porque desde 1988 não há redução da jornada de trabalho. “Desde então, o empresariado vem auferindo produtividade, mas não repartiu com os trabalhadores. Não é hora de falar em compensação fiscal”, completou.

O deputado Paulo Pereira da Silva disse ainda que após o Carnaval haverá “um festival de greves em todo país” para reivindicar a redução da jornada.

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/02/09/presidente-da-camara-propoe-reducao-da-jornada-para-42-horas.jhtm


07/02/2010

Grecia: Manifestação fascista foi um fracasso! ebaaaaaa‏

À hora que era suposto começar a manifestação fascista já haviam mais de 1000 pessoas em Prolyea para se oporem.

Os fascistas concentraram-se noutra praça e eram cerca de 50 pessoas... Havia la bastante polícia que os escoltou durante os poucos metros que durou a marcha.

Entretanto alguns fascistas passaram de carro e mota perto de Prolyea, onde eram parados e atacados pelos inúmeros antifascistas ali concentrados. Facto que levou a polícia a atacar a zona.

Ficam algumas fotos:

















Fonte: http://www.occupiedlondon.org/

06/02/2010

Grecia: Preparativos para a manifestação Antifascista‏

Fascistas, neo-nazis e cristãos conservadores foram longe demais ao convocar uma manifestação para este Sábado (dia 6) no edifício Propylea da Universidade de Atenas. As universidades sempre foram zonas interditas a nazis devido à falta de protecção usual por parte da polícia (que está proibida de entrar nos campus). De qualquer das maneiras, em resposta à nova lei da imigração do governo (que em teoria permite pela primeira vez que milhares de imigrantes peçam nacionalidade grega) os nazis tem feito uma mobilização de rara intensidade. No passado dia 30 mais de 1000 pessoas participaram numa manifestação do grupo neo-nazi Amanhecer Dourado. Motivados com estes números eles querem fazer uma manifestação no sítio onde tradicionalmente começam as manifestações anarquistas e de outros grupos de esquerda. Obviamente que os antifascistas gregos não ficaram de braços cruzados e uma manifestação foi já convocada para o mesmo local 4 horas antes da hora prevista da manifestação racista.

No cartaz (em cima) pode ler-se o seguinte:

"Nenhuma autoridade é nossa amiga, nenhum reprimido é nosso inimigo. No sábado, 6 de Fevereiro, os fascistas estão a convocar uma manifestação em Propylea para cuspir o seu veneno racista e nacionalista. Não só se opõem a uma lei por si só racista (que diz respeito à cidadania), mas pedem também o extermínio físico dos imigrantes. O Asilo Académico não pertence aos fascistas nem à polícia. O asilo pertence às pessoas que lutam por um mundo de liberdade. Guerra ao estado e aos patrões. Solidariedade com todos os imigrantes. Sábado, 6 de Fevereiro: Manifestação Antifascista junto ao Propylea às 11 da manhã.

Anarquistas, Anti-Autoritários, Antifascistas"


Fonte: e-mail do Daniel

05/02/2010

Grecia: Aumenta a tensão em Atenas‏

Alguns imigrantes que estão presos no centro de detenção Venna revoltaram-se dia 2 contra as horríveis condições a que estão sujeitos!

Entretanto, por volta da hora de almoço de hoje (dia 5) anarquistas juntaram-se no edíficio Propylea para onde tinha sido convocada a manifestação de extrema direita. Por esta hora já há lá centenas de pessoas que preparam as manifestações de amanhã.

Claramente intimidados, os nazis mudaram o local da sua manifestação. Primeiramente para a praça Kolokotroni mas segundo as últimas informações mudaram outra vez de local.

Segue o primeiro comunicado da Assembleia que se formou no edifício Propylea:

"Hoje, 5 de Fevereiro, anarquitas, anti-autoritários e antifascistas decidiram manter aberto o edifício administrativo de Propylea como um espaço de mútua coordenação e luta. O nosso objectivo é trabalhar ideias e contra-informação para a concentração antifascista convocada para as 11 da manhã de amanhã. Uma concentração contra a que foi convocada pela escumalha racista e fascista para as 15 horas em Propylea. Uma concentração para evidenciar a solidariedade entre oprimidos em relação aos programas anti-imigrantes do estado. Nós mantemo-nos hostis contra o racismo institucional, como vemos no projecto de lei de cidadania. bem como contra aqueles que através das suas convocatórias visam o extermínio dos imigrantes.

Enquanto o estado visa espaços de resistência, os fascistas tentam invadir um espaço que se tornou ao longo de duras lutas parte do mundo de liberdade e resistência. Nós não pretendemos ceder nem um único metro quadrado ao estado e aos fascistas.

Chamamos todas as pessoas em luta para uma Assembleia aberta no edifício de administração hoje às 20 horas para preparar a concentração antifascista de amanhã em Propylea.

NENHUMA AUTORIDADE É NOSSA AMIGA. NENHUM OPRIMIDO É NOSSO INIMIGO.

O ASILO NÃO PERTENCE NEM AOS FASCISTAS NEM À POLÍCIA - PERTENCE ÀS PESSOAS EM LUTA E AO MUNDO DE LIBERDADE.

GUERRA CONTRA O ESTADO E OS PATRÕES.

SOLIDARIEDADE COM OS IMIGRANTES.

Assembleia Aberta do Edifício de Administração da Universidade"

Fonte: Occupied London

28/01/2010

Oxfam pede perdão para dívida externa do Haiti

A organização Oxfam pediu neste domingo que chanceleres que se reunirão na segunda-feira, em Montreal (Canadá), para tratar da crise haitiana, perdoem a dívida externa desse país, destruído por um terremoto em 12 de janeiro.

Além de pedir o cancelamento de cerca de US$ 890 milhões de dívida, a ONG britânica solicitou também ajuda para a reconstrução do país, por meio do apoio aos agricultores e pequenos negócios, da subvenção às áreas mais pobres e garantia de que recebam auxílio, do respaldo para o funcionamento do governo e a sociedade civil e da construção de edifícios e infraestruturas com melhores materiais.

"Esperar que o Haiti devolva milhões de dólares enquanto tenta se recuperar do pior desastre natural da história recente seria cruel e desnecessário", declara, em comunicado, o diretor da Oxfam, Jeremy Hobbs.

A Oxfam também pediu que os 16 ministros do grupo Amigos do Haiti, do qual participam EUA e França, deixem claro que as tropas internacionais funcionarão sob o mandato da ONU e do governo haitiano.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/24/oxfam+pede+que+governos+perdoem+divida+externa+do+haiti+9375042.html

Ay Carmela! - Almoço Vegano

O Ay Carmela a partir de 2010 terá um almoço mensal no último domingo do mês com a finalidade de arrecadar dinheiro para pagamento das contas do Ay.
Então se programe e marque com os amigos todo último domingo do mês almoço vegano da melhor qualidade.

Horário: partir das 13h até as 16h.
Valor: R$ 10,00

Mejadra - Arroz com lentilhas
Kibe de forno - Kibe de forno recheado com abóbora
Tabule - salada árabe
Homus - Pasta de grão de bico
Babaganuch - Pasta de beringela
Será servido dose de Arack: R$ 5,00

Convites antecipados podem ser adquiridos enviando mensagem para:
espacoaycarmela@lists.riseup.net

O AY carmela é um espaço autogestionado e é organizado e mantido por
voluntários. Toda ajuda é bem vinda.
Todo material como, papel higiênico, desinfetante, sabão em pó, álcool, panos, guardanapo e também consumíveis como: café, chá, açucar, bolachas, giz é muito bem vindo.
Também estamos precisando de doações de um fogão e forno industrial.

Esperamos de todos que frequentam o espaço que zelem e ajudem na manutenção e limpeza do espaço.

Doações de dinheiro podem ser feitas através da conta:
Caixa Econômica Federal ou Casas Lotéricas
Ag:4070 Op:013
C.Poupança:00012424-3

Veja Cartaz grande em:
http://ay-carmela.birosca.org/node/354


24/01/2010

TERREMOTO NEOLIBERAL NO HAITI


“Gangues disseminam o terror no Haiti”, repete à exaustão a mídia, que rotula o povo haitiano como violento.. Será mesmo? Será que a natureza indomável é a principal responsável pelo sofrimento sem tamanho que se abate sobre o povo haitiano? Reflitamos.
O Haiti foi invadido brutalmente por fuzileiros navais dos Estados Unidos entre 1915 e 1934. Incontáveis ditaduras haitianas foram auxiliadas e apoiadas por Washington.Em 2004, em um golpe militar, o presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, democraticamente eleito, foi seqüestrado pelos Estados Unidos e levado de avião para o exílio na África. Estados Unidos, Canadá e França conspiraram abertamente quatro anos para derrubar o governo de Aristide, cortando quase toda ajuda internacional e destruindo a economia haitiana.
“O primeiro governo democrático de Aristide foi derrubado após apenas sete meses, em 1991, por oficiais militares e esquadrões da morte, que mais tarde, se descobriu serem financiados pela Agência Central de Inteligência dos EUA. Agora Aristide quer retornar ao seu país, algo que a maioria dos haitianos reivindica desde o golpe militar que o depôs. Mas os EUA não o querem ali. E o governo Preval, que é completamente dependente de Washington, decidiu que o partido de Aristide – o maior do Haiti – não será autorizado a concorrer nas próximas eleições (previstas originalmente para fevereiro de 2010)”, informa Mark Wesbrot (FSP, 19/01/2010, p. A3).
Depois de ter expulsado o ditador Jean-Claude Duvalier, Baby Doc, do Haiti, Jean-Bertrand, sacerdote católico e teólogo da Libertação, de origem humilde, ganhou, com mais de dois terços dos votos, as primeiras eleições livres realizadas no Haiti (dezembro, 1990), tornando-se o símbolo das esperanças populares. Após ter adotado as primeiras medidas contra a corrupção e a falência econômica, foi deposto pelas forças militares, sob o comando do general Raoul Cédras, apenas oito meses depois de ter assumido o cargo. Aristide foi eleito como fruto de um processo de organização popular que levaria o Haiti a justiça social e, provavelmente, a uma sociedade socialista. Isso seria criar uma segunda Cuba nas barbas de Tio Sam. Por isso privatização neoliberal, golpe militar, ingerência militar, esmola …
Desde 1984, o Fundo Monetário Internacional obrigou o Haiti a liberar seu mercado. Os escassos e últimos serviços públicos foram privatizados negando acesso a eles ao povo marginalizado. Em 1970, Haiti produzia 90% dos alimentos que consumia, atualmente importa 55%. O arroz estadunidense subvencionado matou a produção local. Em agosto e setembro de 2008, a disparada mundial dos preços dos alimentos fez com que aumentasse o preço dos alimentos no Haiti em 50%, o que deu origem aos motins da fome.
A Cruz Vermelha diz que haitianos estão ‘agressivos’ diante da falta de mantimentos. Dia 18 de janeiro de 2010, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em visita a Porto Príncipe, ouviu do povo haitiano nas ruas gritos como “não precisamos de ajuda militar; precisamos de comida e abrigo. Estamos morrendo.” O Banco Mundial, o FMI, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e muitas empresas transnacionais há décadas têm cinicamente jogado a sociedade haitiana em um inferno social.
A situação de grande parte do povo haitiano há muito tempo é semelhante a de milhões de brasileiros que sobrevivem nas favelas e nas prisões brasileiras: pobres demais e negros demais para participarem da Casa Grande atual, os bairros nobres das cidades. Sem reforma agrária, com apoio irrestrito ao agronegócio, cinqüenta milhões de brasileiros foram empurrados pela classe dominante para as atuais senzalas, as favelas brasileiras onde as prisões são o pelourinho. Tem razão Caetano Veloso ao dizer “O Haiti é aqui…”.
Enfim, tanto no Haiti como no Brasil (e América Latina, África e Ásia), as políticas neoliberais estão causando o mais tenebroso terremoto social. Um terremoto natural, como o de 7 graus na escala Richter que golpeou o Haiti em 12 de janeiro de 2010, se pode imputar à fatalidade, mas o vergonhoso e insuportável empobrecimento das populações urbanas e rurais de Haiti, não. O Governo brasileiro acertadamente defende a restauração da democracia em Honduras. Por que não defender a democracia também para o Haiti? Para isso deveria enviar para o Haiti, no mínimo, três mil médicos, assistentes sociais e lideranças populares (com infra-estrutura para atuarem) e trazer de volta quase todos os 1200 militares que lá estão.
Não nos esqueçamos: o Haiti foi o primeiro país latino americano a conquistar sua independência, ainda em 1804, a partir de uma “revolta dos escravos”, que infligiram contundente derrota às forças invasoras francesas. Assim, o povo negro haitiano inspirou todas as lutas por independência na nossa Pátria Grande, a América afrolatíndia. A sede de vida e de liberdade do povo negro do Haiti tem sido reprimida secularmente por vassalos de um sistema de morte: o capitalismo neoliberal.
Belo Horizonte, 19/01/2010.
Frei Gilvander Moreira, Mestre em Exegese Bíblica, professor de Teologia Bíblica, assessor da CPT, CEBs, CEBI, SAB e Via Campesina, colaborador e articulista do EcoDebate; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.brwww.gilvander.org.brwww.twitter.gilvanderluis

DECLARAÇÃO DOS CAMARADAS QUE OCUPAM A UNIV.POLITÉCNICA DE ATENAS

No bairro ateniense de Keratsini foi realizada uma manifestação de solidariedade com os detidos do centro social anarquistas "Resalto". O protesto reuniu cerca de 1.000 pessoas. A marcha percorreu boa parte do bairro, com os manifestantes carregando faixas, gritando palavras de ordem e distribuindo milhares de folhetos. A reação dos cidadãos do bairro, onde está localizado o centro social, foi muito positiva, gritando e aplaudindo das varandas a manifestação.



Visto que os ministros não dizem, dizemos nós.
Visto que a média não estabelece a ligação dos factos, fazêmo-lo nós.
O assalto de tipo militar ao espaço anarquista “Resalto” em Keratsini. Um espaço de intervenção e de contra-informação, o qual, como muitos locais de luta, nunca escondeu a sua animosidade àqueles que reprimem e a sua solidariedade aos reprimidos, de modo aberto e público.
…algo incómodo para o ministro.

A prisão, na mesma noite, de todos os que se reuniram para apoiarcamarads numa praça vizinha e que seguiam desde o edifício da Câmara municial de Nikaia assim como os que se reuniam no ponto doassassinato de Alexis Grigoropoulos um ano depois.
…algo incómodo para o ministro.

A Tenas ocupada pela polícia, os 13 mil chuis, os controlos comrevista dos corpos, o cerco da Politécnica, a sua ansiedade emreprimir a manif. de 6 de Dez.
…mas o ministro ficará muito mais incomodado a seguir.O plano para nos aterrorizar que ele desenhou está fadado a falhar.Os colegas dos chuis assasinos que invadiram Atenas hoje, não causammedo, causam raiva.

As prisões dos camaradas e as graves acusações contra eles não trazemreceio, trazem solidariedade.

Os ataques a espaços, ocupações e locais de luta não irá trazerisolamento, mas ainda mais persistência e audácia.

NEM UM REFÉM NAS MÃOS DOS ASSASSINOS

LIBERDADE PARA OS 22 CAMARADAS DE RESALTO, ACUSADOS FALSAMENTE E OS 43CAMARADAS QUE ESTÃO SOLIDÁRIOS DELES E QUE ESTÃO AGORA SENDO JULGADOSNO TRIBUNAL DO PIREU.

LIBERDADE PARA OS 12 PRESOS EM EXARCHEIA, APANHADOS NUMA ENCENAÇÃO POLICIALRESISTIR AO PLANO DE OPRESSÃO TOTALITÁRIA

RESPOSTA DE MASSAS AOS ASSASSINATOS, OS ESPANCAMENTOS, AS PRISÕES E ASMENTIRAS DA MÉDIA

ELES VÃO PERDER A APOSTA DO CONSENSO SOCIALTODOS PARA AS RUAS.

Camaradas da Politécnica de Atenas ocupada.

Fonte: [foto]http://redelibertaria.blogspot.com/2009_12_01_archive.html
Fonte: [texto] Recebido por e-mail

Mídia protege Serra e Kassab

Eles mentem, manipulam,omitem e dizem que isto é liberdade de imprensa.


Culpa do povo

Jornal Nacional e a mídia corporativa estão tentando esconder o fracasso da política do governador Serra e de seu Capataz o prefeito Kassab, pondo a culpa na natureza, esta anda mandando chuva demais! E o povo por morar em lugares tão impróprios.

O que eles não mostram é a situação de penúria em que vive este povo diante da omissão dos governantes do estado de São Paulo, e não satisfeita essa mídia canalha esconde da população imagens do conflito entre a polícia do Serra e a população sofrida.

Ainda falam em liberdade de imprensa quando o direito à informação é negado ao povo. Neste ano de eleições, já deu para sentir que as 5 famílias que dominam a informação no Brasil vão jogar pesados a favor do candidato tucano, quem viver verá.

Terremoto=Atenção


Tira a cruz!

Ontem [21/01] a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma nota oficial criticando o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. Novamente o pomo da discórdia é a questão da retirada de crucifixos, imagens e afins de repartições públicas.
Nela, a CNBB “rejeita a criação de ‘mecanismos para impeder a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União’, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Raízes históricas… Bem, a escravidão está em nossas raízes históricas. A sociedade patriarcal está em nossas raízes históricas. A desigualdade social estrutural está em nossas raízes históricas. A exploração irracional dos recursos naturais está em nossas raízes históricas. A submissão da mulher como reprodutora e objeto sexual está em nossas raízes históricas. As decisões de Estado serem tomadas por meia dúzia de iluminados ignorando a participação popular estão em nossas raízes históricas. Lavar a honra com sangue está em nossas raízes históricas. Caçar índios no mato está em nossas raízes históricas. E isso para falar apenas de Brasil. Até porque queimar pessoas por intolerância de pensamento está nas raízes históricas de muita gente.

Quando o ser humano consegue caminhar a ponto de ver no horizonte a possibilidade de se livrar das amarras de suas “raízes históricas”, obtendo a liberdade para acreditar ou não, fazer ou não fazer, ser o que quiser ser, instituições importantes trazem justificativas fracas como essa, que fariam São Tomás de Aquino corar de vergonha intelectual. Por outro lado, o pessoal ultraconservador do Tradição, Família e Propriedade e de suas dissidências deve estar exultante de alegria.

Em julho do ano passado, o Ministério Público do Piauí solicitou a retirada de símbolos religiosos dos prédios públicos, atendendo a uma representação feita por 14 entidades da sociedade civil. Em fevereiro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Luiz Sveiter mandou retirar os crucifixos que adornavam o prédio e converteu a capela católica em local ecumênico. Ou seja, não fizeram mais do que se espera de autoridades públicas em um Estado que deveria ser laico, acolhendo todas as crenças e denominações religiosas, mas sem discriminar nenhuma delas.
Ambas as ações enfrentaram contestações que defenderam a permanência dos crucifixos por motivos religiosos ou por tradição. Tradição, sabe? Aquela coisa do “Ué! Mas sempre foi assim, por que mudar?”, a que sempre se recorre quando se confronta algo do passado, nem sempre justo, com um argumento racional.

É necessário que se retirem adornos e referência religiosas de edifícios públicos, como o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Não é porque o país tem uma maioria de católicos que espíritas, judeus, muçulmanos, enfim, minorias, precisem engolir um símbolo cristão. Além disso, as denominações cristãs são parte interessada em várias polêmicas judiciais – de pesquisas com célula-tronco ao direito ao aborto (muitas vezes sendo intolerante na defesa de sua posição). Se esses elementos estão escancaradamente presentes nos locais onde são tomadas as decisões sem que ninguém se mexa para retirá-las, como garantir que as decisões serão isentas?
Por fim, o Estado deve garantir que todas as religiões tenham liberdade para exercer seus cultos. Mas não pode se envolver, positiva ou negativamente, em nenhuma delas. Estado é estado. Religião é religião. Pelo menos por aqui. Quem gostaria de respirar ares diferentes, pode visitar o Vaticano ou algum país islâmico em que a sharia está acima da lei dos homens.

PS: É impagável ver críticos da medida argumentado que o Cristo Redentor seria retirado do alto do Corcovado, catedrais seriam demolidas. Poupem-me, seja pelo amor de Deus ou da razão. E principalmente do bom senso.

Fonte: não sei, recebi texto por e-mail

Os Restaveks - AS CRIANÇAS ESCRAVAS DO HAITI

Quando se pergunta a Sylvine, uma pequena haitiana de seis anos, qual o seu passatempo favorito, ela não diz brincar com bonecas. Responderá, em compensação, «varrer».

Como a milhares de crianças haitianas, a sua mãe, uma camponesa pobre do norte do país, pediu-lhe que «ficasse» com uma família mais endinheirada da capital, na qual ela trabalha como empregada doméstica há dois anos.A primeira a levantar-se em casa, no bairro de Pacot, às cinco da manhã, esta menina frágil é a responsável por ir buscar água potável à fonte pública, a 5 quilómetros de distancia.

São menos de um quarto os habitantes de «Puerto Príncipe» que têm em casa água potável. E por isso se vêm imensas crianças atravessando a cidade com uma pesada carga de bidões. São os «Restaveks», nome crioulo que significa «ficar-se com». São cerca de 200.000 pequenitos submetidos à escravatura no Haiti, e, entre eles, uma enorme quantidade de meninas.

Em 1994, o Haiti ratificou a convenção relativa aos Direitos das Crianças, mas esta primeira república negra independente (1804), que pagou um preço muito alto na luta pela abolição da escravatura, não conseguiu ainda fazer desaparecer a prática de escravização das crianças pobres.

A pequena Sylvine, durante a sua jornada de trabalho, que se prolonga por cerca de 16 horas, além de limpar a casa deve ainda ocupar-se com os filhos de um primo distante que os coloca à sua guarda. Em troca, não recebe salário, nem sequer muita comida e dorme fora de casa num colchão.«Não tenho tempo de brincar, a minha actividade preferida é varrer", diz a menina, que se queixa dizendo que «não me deixam ir à escola como prometeram à minha mãe».

«Os Restaveks são privados dos seus direitos mais elementares, ao jogo, a viver ao abrigo da violência física e dos abusos sexuais», assinala Njanja Fassu, funcionária da Unicef no Haiti.

«Razões sobretudo económicas levam as famílias pobres a entregarem um (ou mais) dos seus filhos a famílias da cidade para tentar oferecer-lhes um pouco de comida e um lugar para dormirem. Esperam também assegurar-lhes uma vida mais decente, uma educação, apesar de saberem o que vão sofrer», diz Wenes Jeanty, da casa Maurice Sixto. A família anfitriã faz promessas, mas raramente as cumpre.

A casa Maurice Sixto procura dar aos «Restaveks» apoio educativo, sociológico e afectivo, ao mesmo tempo que procura sensibilizar as famílias que lhes impõem enormes tarefas domesticas e, muitas vezes, as maltratam. A casa, mantida pela ONG suíça «Terra dos Homens», procura também por em contacto as crianças com as suas famílias.

Jean-Robert Cadet, antigo "Restavek", diz que a pobreza não é a única explicação para esta prática. Considera-a parte da herança da escravatura que marcou o país com um ferro incandescente.

Perante a indiferença governamental e internacional, «a tradição» das crianças escravas perpetua-se. Os «Restaveks» são frequentemente violados pelo pai e pelos filhos da família anfitriã. Se ficam grávidas, as meninas são abandonadas na rua. E, quem sabe, talvez os seus filhos venham a ser utilizados, no momento apropriado como domésticos, pequenos escravos.
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*Agradecimentos à Daniel, que tem me enviado muitos e-mails interessantes!*

Estados Unidos causa Terremoto en Haití, denuncia Flota rusa

Un reporte preparado por la Flota Rusa del Norte estaría indicando que el sismo que ha devastado a Haití fue el “claro resultado” de una prueba de la marina estadounidense.


Un reporte preparado por la Flota Rusa del Norte estaría indicando que el sismo que ha devastado a Haití fue el “claro resultado” de una prueba de la Marina Estadounidense por medio de una de sus “armas de terremotos”.


La Flota del Norte ha estado monitoreando los movimientos y las actividades navales Estadounidenses en el Caribe desde 2008 cuando los Estadounidenses anunciaron su intención de restablecer la Cuarta Flota que había sido disuelta en 1950, a lo que Rusia respondió un año después con una flota Rusa encabezada por el crucero nuclear “Pedro el Grande”, comenzando sus primeros ejercicios en esta región desde finales de la Guerra Fría.


Desde finales de la década de 1970, los Estados Unidos han “avanzado enormemente” el estado de sus armas de terremotos y, según estos informes, ahora emplea dispositivos que usan una tecnología de Pulso, Plasma y Sónico Electromagnético Tesla junto con “bombas de ondas de choque”.


El informe compara además la experimentación de la Marina Estadounidense de dos de estas armas de terremotos la semana pasada, cuando la prueba en el Pacífico causó un terremoto de magnitud 6.5 azotando el área alrededor de la ciudad de Eureka, en California sin causar muertes, pero con su prueba en el Caribe que causó ya, la muerte de al menos 140.000 inocentes.

Según lo indica el reporte, es “más que probable” que la Marina Estadounidense haya tenido “conocimiento total” del catastrófico daño que esta prueba de terremoto podría tener potencialmente sobre Haití y que había pre-posicionado a su Comandante Delegado del Comando del Sur, el General P.K. Keen, en la isla para supervisar las labores de ayuda si fuesen necesarias.
En cuanto al resultado final de las pruebas de estas armas por parte de los Estados Unidos, advierte el reporte, está el plan de los Estados Unidos de la destrucción de Irán a través de una serie de terremotos diseñados para derrocar a su actual régimen Islámico.
Según el informe mencionado, el sistema experimentado por los Estados Unidos (proyecto HAARP) permitiría además crear anomalías climatológicas para provocar inundaciones, sequías y huracanes.


De acuerdo a otro informe coincidente, se tienen datos para establecer que el terremoto en Sichuan, China, el 12 de mayo de 2008 con una magnitud de 7.8 Richter, fue creado también por la radiofrecuencia del HAARP.

Al existir una correlación entre la actividad sísmica y la Ionosfera, mediante el control de la Radiofrecuencia inducida por Hipocampos, en el marco de HAARP, se concluye que:

1. Los terremotos en los que la profundidad es linealmente idéntica en la misma falla, se producen por proyección lineal de frecuencias inducidas.


2. La configuración de satélites permite generar proyecciones concentradas de frecuencias en puntos determinados (Hipocampos).

3- Se han elaborado un diagrama de sucesión lineal respecto de los terremotos denunciados en que casualmente se produjeron todos a la misma profundidad


Venezuela el 8 de Enero 2010. Profundidad 10 kms.
Honduras el 11 de Enero 2010. Profundidad 10 kms.
Haití el 12 de Enero 2010. Profundidad 10 kms.

El resto de las réplicas tuvieron profundidades de alrededor de 10 kms.


Luego del terremoto, el Pentágono dijo que el buque hospital USNS Comfort, que se encontraba anclado en Baltimore, comenzó a llamar a su tripulación para partir hacia Haití, aunque podrían transcurrir varios días hasta la llegada del buque. El almirante de la Armada Mike Mullen, jefe de Estado Mayor Conjunto, dijo que el Ejército de Estados Unidos trabajaba preparando la respuesta de emergencia a este desastre.

Fraser, del Comando Sur (SOUTHCOM), dijo que barcos cúter de la Guardia Costera de Estados Unidos y buques de la Armada en la región se enviaron también para ofrecer ayuda aunque tienen suministros de alivio y de helicópteros limitados. El super portaviones USS Carl Vinson será enviado de la base naval de Norfolk, Virginia, con una dotación completa de aviones y helicópteros llegó a Haití a primeras horas de la tarde del 14 de enero, añadió Fraser. Otros grupos adicionales de helicópteros se unirían al Vinson, declaró.

La Agencia de Estados Unidos para el Desarrollo Internacional (USAID), ya operaba en Haití antes del sismo.

El presidente Obama fue informado del terremoto a las 5:52 de la tarde del 12 de enero y solicitó a su personal que se asegure de que los empleados de la embajada estén a salvo y que comiencen los preparativos para proporcionar la ayuda humanitaria que sea necesaria.


De acuerdo al reporte ruso, el Departamento de Estado, USAID y el Comando Sur de los Estados Unidos comenzaron su trabajo de “invasión humanitaria” al enviar al menos 10.000 soldados y contratistas, para controlar, ahora en lugar de la onU, el territorio haitiano luego del devastador “terremoto experimental”.

Fonte: www.kaosenlared.net/noticia/estados-unidos-causa-terremoto-haiti-denuncia-flota-rusa